Capitão Alberto Neto defende criação de Polícia Penal em evento na Câmara

48480663672_cae5ea7c79_oA Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 372, que cria a Polícia Penal, foi tema do evento conduzido pelo Capitão Alberto Neto (PRB-AM), na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (7). O republicano adiantou que, junto aos membros da Comissão de Segurança Pública, vai levar ao presidente da Casa, Rodrigo Maia, um pedido de urgência para colocar a PEC em votação no Plenário. Estiveram presentes parlamentares de várias legendas, agentes penitenciários de todo o Brasil e entidades representando a categoria.

“Não dá para avançar na segurança pública se não corrigirmos o 48480662947_af552c15cc_osistema penitenciário. Os presos não podem comandar crimes de dentro das cadeias nem cometer as atrocidades que vêm cometendo. O Estado precisa estar presente, por isso, necessitamos de uma Polícia Penal já”, defendeu o deputado, que é presidente da Frente Parlamentar Mista de Desenvolvimento Estratégico do Sistema Penitenciário, Combate ao Narcotráfico e Crime Organizado no Brasil.

O republicano João Campos (PRB-GO) acredita que com o fim da votação da Reforma da Previdência a pauta avançará na Câmara. Para ele, existe uma convergência de esforços por parte de diversos parlamentares comprometidos com essa causa. O presidente da Associação Nacional de Agentes Penitenciários do Brasil (Agepen-Brasil), Leandro Allan Vieira, enfatizou a necessidade desse apoio. “Não queremos fazer atos políticos, buscamos dar celeridade ao processo e contamos com a ajuda do Parlamento”. Allan lembrou que são 20 anos em busca da regulamentação da profissão: “Queremos uma resposta”.

Alberto Neto acredita que a melhora dos presídios brasileiros será feita pelos agentes penitenciários, porém, o início do processo é, para ele, responsabilidade do Congresso Nacional. “Vocês irão mudar a realidade do sistema penitenciário, só que o movimento inicial tem que ser nosso, do Parlamento, ao viabilizar os instrumentos necessários para que vocês iniciem essa mudança”, afirmou o republicano.

Ele destacou as dificuldades enfrentadas pelos profissionais. “Risco de vida, baixos salários, ambiente insalubre e problemas psicológicos que recaem até sobre as famílias. A estrutura de trabalho dos agentes penitenciários é desumana. A realidade deles é, muitas vezes, pior do que a dos presos que cometeram crimes contra a sociedade”, finalizou.

Texto: Fernanda Cunha com edição de Mônica Donato – Ascom da Liderança do PBR
Fotos: Douglas Gomes

 

Comentário(s)

Comentário(s)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.